O Twang

CLÍNICA DA VOZ

A técnica vocal que permite projeção, brilho e potência vocal sem esforço. Análise científica e metodologia prática.

O Twang — A Técnica Vocal da Qual Todos Falam

O twang é uma qualidade vocal distinta, frequentemente percebida como "brilhante", "penetrante" ou "metálica". Contrariamente a uma concepção errônea comum, não é um som nasal, pois é produzido com o palato mole elevado (como nas vogais não nasais, fechando a passagem nasal).[1]

É uma qualidade onipresente na música contemporânea, especialmente pop, rock, country e teatro musical.[2]

Adeline Toniutti o ensina há vários anos, utilizando como ponto de partida fisiológico os cinco pontos de apoio©, seu método. No seu jargão televisivo e cotidiano, Adeline o chama carinhosamente de "cantar à americana".

Sua utilidade principal reside na sua capacidade de aumentar a potência vocal e a eficiência (nível sonoro) sem requerer esforço respiratório adicional, agindo sobre o trato vocal (o filtro) em vez da fonte (increasing vocal power by altering the epilarynx or the sound filter).[1]

A armadilha a evitar: Muitas pessoas e vídeos demais na internet afirmam que o twang é produzido através da nasalização extrema do som. Isso é uma espécie de imitação do twang que não é o verdadeiro. De fato, ao nasalizar de forma extrema, o palato mole permanece abaixado e isso não produzirá de forma alguma as qualidades esperadas do twang. Isso é ainda mais verdadeiro porque as pessoas associam o abaixamento do palato mole para nasalização com o abaixamento da laringe, o que coloca em risco a saúde das cordas vocais. É por isso que recorremos a especialistas e à literatura científica mais recente para explicar o fenômeno do twang.

Um Pouco de História: De Onde Vem o Nome?

1855 – Manuel Garcia (cantor e pedagogo vocal espanhol, inventor do laringoscópio, 1805-1906): foi o primeiro a observar que o estreitamento acima da laringe contribuía para o brilho vocal.[3] 1930 – Sir Richard Paget (físico e foneticista britânico, 1869-1955): ele usou o termo "twang" para descrever uma qualidade vocal que chamava de "chamada nasal".[3] Anos 1930 – O Belting: este som poderoso, fisiologicamente muito próximo do twang, é historicamente associado à cantora Ethel Merman a partir de meados dos anos 30.[3] Contexto cultural: o twang é fortemente identificado com a música Country & Western, e é por vezes chamado de som "Nashville" ou dos Apalaches.[3] Jo Estill: pesquisadora e especialista em voz, é creditada por defender o uso do twang como terapia e por defini-lo como uma qualidade distinta (anos 1980-90).[1]

O Twang Segundo a Dra. Marie Mailly

O twang é uma técnica vocal utilizada em muitos gêneros musicais. É comumente ouvido na música country, rock e musicais. Caracteriza-se por um som claro e penetrante, frequentemente descrito incorretamente como "nasal", e é considerado um mecanismo eficaz para aumentar a intensidade acústica. Amplifica as frequências agudas da voz de um cantor (ou seja, o "formante do cantor"). Teoricamente, o twang permite aumentar a percepção do volume sonoro sem aumento correspondente do esforço vocal.

Estudos de imagem e simulações forneceram evidências de que a seção transversal do trato vocal é menor no twang do que em outras qualidades vocais. Outros ajustes do trato vocal, como encurtamento do trato vocal, estreitamento da orofaringe e do esfíncter aritenoepiglótico (EAE), e alargamento da abertura bucal, foram relatados.

Dra. Marie Mailly, especialista ORL em voz

Foi observado que os cantores modificam a forma do vestíbulo laríngeo contraindo ou relaxando o EAE. Quando o esfíncter é contraído, a epiglote e as cartilagens aritenoides se aproximam ligeiramente (da mesma forma que durante o fechamento completo do vestíbulo laríngeo na deglutição, mas "parado a meio caminho").

Estudos científicos foram realizados para observar o tamanho do trato vocal dos cantores. As dimensões do trato durante a fala foram comparadas com as dimensões durante o twang por ressonância magnética (MRI). Foi observada uma redução notável da área orofaríngea e do EAE durante o twang. Os participantes usaram combinações de estreitamentos anteroposterior (AP) e mediolateral (ML) para alcançar essa redução de área.

Em resumo, durante o twang, existem estratégias fisiológicas específicas (por exemplo, constrição da parede faríngea, abertura bucal mais ampla, estreitamento do tubo epilaríngeo) distintas daquelas usadas na fala. As variações individuais na execução dessas estratégias podem refletir um alto grau de adaptação pessoal, com cantores usando combinações únicas de manobras de estreitamento. A presença de tal variabilidade ressalta a importância de treinamento vocal personalizado e abordagens terapêuticas que levem em conta as variações individuais na fisiologia do trato vocal.[4][7]

Ilustração anatômica do twang — estreitamento do esfíncter aritenoepiglótico

Figura: Representação anatômica do mecanismo do twang — estreitamento do esfíncter aritenoepiglótico (EAE)

© Emma Blanc Tailleur

O Que Diz a Literatura Científica

Características perceptivas

O som é descrito como desagradável ou penetrante quando isolado, lembrando o grasnido de um pato, a risada de uma bruxa ou provocações infantis. Também pode ser comparado ao timbre de instrumentos como o oboé ou a gaita de foles.[1][3]

Características fisiológicas

Estreitamento aritenoepiglótico (epilaringe): é o marcador principal. O vestíbulo laríngeo logo acima das cordas vocais se estreita.

Forma de "megafone": o trato vocal adota uma forma de funil invertido: a epilaringe e a faringe são estreitas, enquanto a abertura da boca é mais ampla.

Fechamento do palato mole: o esfíncter velofaríngeo está fechado, impedindo a passagem do ar pelo nariz, provando que não é nasalidade.

Adução das cordas vocais: as cordas vocais permanecem fechadas por mais tempo durante cada ciclo de vibração (quociente de fechamento aumentado, ou seja, o tempo de contato das cordas vocais durante o ciclo vibratório aumenta).

⚠️ A armadilha da nasalização: nasalizar para tentar produzir o twang, em vez de realizar a verdadeira manipulação laríngea (estreitamento do EAE), é a falsificação artificial. A nasalização bloqueia o palato mole e a laringe. No entanto, a literatura científica demonstra o oposto: no twang verdadeiro, o palato mole está elevado e fechado, e é uma manipulação epilaríngea que produz o som característico.[3][4][5][2]

Características acústicas

Cluster de formantes (formante do cantor): há uma concentração de energia no formante do cantor (encontrado entre 2 e 4 kHz no espectro acústico), particularmente pelo reforço dos formantes 3, 4 e 5. Isso vale para tonalidades de pelo menos 400 Hz, ou seja, Sol3. Isso cria o brilho ("ring").

Formantes F1 e F2 elevados: as duas primeiras frequências de ressonância são mais altas do que na voz neutra. Segundo o Dr. Coulombeau, isso implica que as vogais são modificadas.

Aumento do volume (SPL): o twang gera um nível de pressão sonora mais elevado.[3][2]

Posição da Laringe Durante o Twang

Os estudos concordam que a laringe adota uma posição elevada ou mais alta do que na fala neutra. Esta elevação contribui para o encurtamento do trato vocal necessário para o som twang.

No estudo de MRI, a laringe estava ligeiramente elevada.[5]

No estudo de twang forte, a posição laríngea alta encurta o trato.[4]

Titze (Ingo Titze, professor de ciências da voz, Universidade de Iowa, EUA) confirma que o encurtamento do trato vocal (via elevação da laringe) aumenta a percepção do twang.[6]

Explicação do Twang ao Grande Público

"Ao contrário do que se pensa frequentemente, este som não sai pelo nariz. Na verdade, é um truque acústico que acontece na garganta: ao estreitar uma pequena parte acima das cordas vocais (como um funil ou megafone), o som é amplificado naturalmente. Isso permite cantar ou falar muito mais alto e ser ouvido por cima da música, sem precisar forçar a voz ou se esgotar."[1]

"De certa forma, a busca pelo twang na música contemporânea poderia ser comparada à busca pela máscara e pela projeção na ópera lírica — busca-se som e projeção com menos esforço."

Como Alcançar o Twang — Adeline Toniutti

"Assim como as pessoas podem pensar que basta bocejar para ter a qualidade de um som lírico, não basta nasalizar para ter twang. O twang é o resultado de uma equação mais complexa que deve ser desenvolvida ao lado de um especialista ou expert em voz.

Certas nasalizações podem se assemelhar ao twang, mas isso não significa que realmente o sejam, e ao contrário, simplificar o gesto em uma mera imitação pode, com prática prolongada, levar a problemas vocais."

Adeline Toniutti ensina o twang há vários anos, utilizando como ponto de partida fisiológico os cinco pontos de apoio©, seu método. No seu jargão televisivo e cotidiano, Adeline o chama carinhosamente de "cantar à americana".

"Cuidado com a armadilha pedagógica das imagens: muitos professores usam imagens para obter um resultado acústico, especialmente com um efeito 'mágico' na televisão. O problema é que o artista recebe essa imagem sem a explicação anatômica e, portanto, terá grande dificuldade em reproduzi-la sozinho. Nunca direi o suficiente: o canto é uma coreografia de movimentos complexos que devem ser apreendidos, compreendidos, identificados para coordenar todos eles. Lembremos sempre que temos sempre a escolha de usar toda a nossa paleta sonora e nossos registros quando o gesto técnico é saudável. Quando essa escolha se estreita, significa que o gesto está se tornando cada vez menos otimizado, até perigoso. A esse respeito, desejo agradecer a todos os especialistas que trabalham conosco a serviço dos artistas."

Os 5 Pontos de Apoio

Anatomia do Canto — Adeline Toniutti

O método de canto de Adeline baseia-se em 5 pontos de apoio essenciais que constituem a checklist vital e indispensável do cantor:

Cuidar da postura

Acionar o movimento laríngeo correto

Otimizar a expiração

Fazer o som ressoar

Articular vogais e consoantes

Os 5 pontos de apoio compõem um quadro anatomo-fisiológico e fornecem os pontos de referência corporais necessários para o canto. O objetivo: sentir os mecanismos em ação no próprio corpo relacionados à técnica vocal. Estes pontos de apoio libertam o cantor das restrições para responder às exigências de múltiplos repertórios, da música contemporânea ao canto lírico. O aluno é acompanhado para compor uma verdadeira paleta artística de cores da qual poderá extrair de acordo com sua identidade e seu caminho.

A Busca da Cor Através da Imaginação

"Há mais chances de obter o som desejado quando ele foi imaginado previamente."

Os 2 critérios para a técnica

1. A coreografia neuromuscular

2. O pedido de uma cor ao cérebro

Alguns Exemplos de Artistas Que Usam o Twang

Lady Gaga, Céline Dion, Beyoncé, Freddie Mercury, Robert Plant, Steven Tyler, Ariana Grande, Aretha Franklin...

A Língua Inglesa Favorece o Twang

Os ditongos

Fala-se de ditongo quando, na pronúncia de uma palavra, a vogal muda durante a emissão. A segunda vogal intervém no final do som.

Exemplos:

  • Away (longe): pronunciam-se 4 "e" abertos para 1 "i" que intervém no corte do som.
  • To cry (chorar): pensa-se um pouco mais em "i", em proporção comparada a "away", no final da palavra.

De maneira geral, ao cantar num ditongo, canta-se mais e faz-se vibrar a vogal mais longa: away > aw EEEE i

Exemplos musicais:

  • Mama, ooh, didn't mean to make you cry (Bohemian Rhapsody, Queen)
  • Anyway the wind blows (Bohemian Rhapsody, Queen)
"A multiplicidade de ditongos na língua inglesa assim como no sotaque americano, com um comprimento de vogais importante que se movem graças apenas a um movimento da língua, favorece a busca do twang. Não é à toa que eu chamo isso de 'cantar à americana'. Cantoras como Céline Dion e Diane Dufresne usam twang ao cantar em francês, conferindo às suas canções uma cor particular e uma capacidade de produzir vibrações e virtuosismo vocal impressionantes dentro do seu repertório francófono. Um cantor profissional deve saber usar o twang e retirá-lo, dependendo da cor desejada — mais brilhante ou mais intimista."

Frequências e Harmônicos

Ver tabelas de frequências e harmônicos

Harmônicos por nota fundamental

Formantes/
Altura
196247294349392494587784988117515681976
Sol2Si2Ré3Fá3Sol3Si3Ré4Sol4Si4Ré5Sol5Si5
1392494588698784988117415681976235031363952
2588741882104711761482176123522964352547045928
37849881176139615681976234831363952470062727904
498012351470174519602470293539204940587578409880
51176148217642094235229643522470459287050940811856
613721729205824432744345841095488691682251097613832
715681976235227923136395246966272790494001254415808
8176422232646314135284446528370568892105751411217784
9196024702940349039204940587078409880117501568019760

Escala cromática temperada (Lá = 440 Hz)

Oitava/
Notas
Dó#Ré#MiFá#SolSol#Lá#Si
032.734.636.738.941.243.746.249.051.95558.361.7
165.469.373.477.882.487.392.598.0103.8110116.5123.5
2130.8138.6146.8155.6164.8174.6185.0196.0207.7220233.1246.9
3261.6277.2293.7311.1329.6349.2370.0392.0415.3440466.2493.9
4523.3554.4587.3622.3659.3698.5740.0784.0830.6880932.3987.8
51046.51108.71174.71244.51318.51396.91480.01568.01661.217601864.71975.5

Nossos Especialistas

Dra. Marie Mailly

Dra. Marie Mailly

A Dra. Marie Mailly é especialista ORL em voz e injeções de toxina botulínica.

Formada em medicina em 2011, especializou-se em otorrinolaringologia e cirurgia cervicofacial. Ao final de sua residência clínica, iniciou em 2014 uma carreira hospitalar especializada em laringologia/foniatria. Lá desenvolveu expertise em microcirurgia laríngea, eletromiografia laríngea e injeções de toxina botulínica na laringe.

Em 2021, fundou seu consultório privado no 7º arrondissement de Paris. Em 2023, juntou-se à renomada equipe de laringologia do Hôpital Foch (Suresnes).

Ministra aulas em programas de Diploma Inter-Universitário de laringo-foniatria. A Dra. Mailly redigiu o Atlas Cirúrgico das Lesões Benignas das Cordas Vocais. Também participou da elaboração das recomendações sobre o manejo da paralisia laríngea unilateral em 2022. Escreveu numerosos artigos científicos sobre toxina botulínica em ORL. Desde 2023, é parceira do Conservatoire National Supérieur de Musique et de Danse e da Ópera de Paris na prevenção de distúrbios vocais em cantores líricos.

Publica regularmente sob o pseudônimo @docteurdelavoix nas redes sociais posts de divulgação sobre sua especialidade médica, e aparece regularmente na mídia para falar sobre a voz.

Tem o prazer de encontrar Adeline Toniutti na mídia para intervenções específicas sobre a voz, particularmente no Magazine de la Santé na France 5.

Dr. Bruno Coulombeau, Foniatra

Dr. Bruno Coulombeau, Foniatra

Após obter seu diploma de medicina, conduziu em paralelo estudos de canto e especialização em foniatria na Faculdade de Medicina de Lyon.

Apaixonado pela voz, prossegue, ao lado de sua atividade privada de foniatra, atividades de ensino e canto. É regularmente convidado para apresentar e compartilhar sua experiência em foniatria clínica, particularmente no que diz respeito à voz falada e cantada.

Também associado ao Dr. Romain Pérouse, fono-cirurgião, organiza um curso bienal de fono-cirurgia em Vénissieux.

Com o Dr. Pérouse, abriram as portas da sala de cirurgia da Clinique des Portes du Sud em Vénissieux às câmeras para a última cirurgia das cordas vocais de Adeline Toniutti após seu acidente. Participam regularmente de colóquios internacionais e são contribuidores dedicados do CALYP – Centre d'Art Lyrique de Paris.

Notas e Referências

  1. [1] Lombard & Steinhauer (2007)A Novel Treatment for Hypophonic Voice: Twang Therapy
    Este artigo apresenta o twang como uma terapia eficaz para a hipofonia (voz fraca devida a paralisia ou atrofia). O estudo mostra que o ensino do twang permite aos pacientes aumentar a intensidade vocal e reduzir o sopro na voz, modificando o "filtro" (epilaringe) em vez de forçar as cordas vocais danificadas.
    p. 290: "The 'twang' voice quality is a distinct quality, described as 'bright', 'brassy', or 'penetrating' and is distinct from nasality."
    p. 290: "Twang voice quality was examined in this study as an alternative technique for increasing vocal power by altering the epilarynx or the sound filter."
    p. 291: "…descriptors such as the 'witch's cackle', the 'duck's quack', or the childhood taunt 'nya-nya'…"
    p. 291: "Estill, a singing voice specialist and voice researcher, advocates the use of twang therapy… Estill suggests that twang is a distinct quality…"
  2. [2] Sundberg & Thalén (2010)What is "Twang"?PubMed
    A análise acústica de uma cantora profissional mostra que o twang se distingue da voz neutra por uma pressão subglótica mais forte e formantes F1 e F2 mais elevados. O estudo sugere que a modificação dos ressonadores (formantes) é a causa principal do aumento do volume sonoro percebido.
    p. 1: "The term 'twang' is frequently used in descriptions of vocal styles, particularly those used in some contemporary popular music, for example, pop, rock, country, and musical theater."
    p. 1: "In 'twang,' as compared with neutral, the closed quotient was greater…"
    p. 1: "…formants 1 and 2 were higher and 3 and 5 were lower." / "…the sound pressure level (SPL) was invariably higher."
    p. 1: "The formant differences, which appeared to be the main cause of the SPL differences, were more important than the source differences for the perception of 'twanginess'."
  3. [3] Yanagisawa et al. (1989)The Contribution of Aryepiglottic Constriction to "Ringing" Voice Quality
    Este estudo pioneiro por videolaringoscopia revelou que o estreitamento do esfíncter aritenoepiglótico é o denominador comum entre twang, belting e ópera para obter uma voz brilhante ("ringing").
    p. 342: "Aryepiglottic constriction was present in all singers in twang, belting, and opera qualities."
    p. 343: "Acoustically, this quality is characterized by a large energy concentration (cluster of formants 3, 4, and 5) between 2 and 4 kHz."
    p. 343: "Historically, this sound has been identified with Ethel Merman in the mid-1930s…"
    p. 343: "Culturally, twang quality is identified with Country and Western music… This voice quality is often referred to as the 'Nashville' or 'Appalachian' sound."
    p. 344: "…imitating the sound of a 'bagpipe' or an 'oboe'."
    p. 348: "This was first described in 1855 by Garcia (10), who noted that aryepiglottic narrowing contributed to the brilliance of the voice…"
    p. 348: "Sir Richard Paget, in 1930, used the term 'twang' to describe a 'so-called nasal quality'…"
  4. [4] Saldías et al. (2021)The Vocal Tract in Loud Twang-Like Singing While Producing High and Low PitchesPubMed
    Marcelo Saldías, Anne-Maria Laukkanen, Marco Guzmán, Gonzalo Miranda, Justin Stoney, Paavo Alku, Johan Sundberg. J Voice. 2021 Sep;35(5):807.e1-807.e23.
    Analisando um cantor masculino por tomografia, os pesquisadores observaram que para produzir um twang forte, o trato vocal assume uma forma de "megafone" (faringe estreita, boca aberta). Essa configuração, combinada com forte adução das pregas vocais, otimiza a transferência de energia sonora.
    p. 1: "Twang-like vocal qualities have been related to a megaphone-like shape of the vocal tract (epilaryngeal tube and pharyngeal narrowing, and a wider mouth opening)…"
    p. 1: "Both loud twang-like voices showed a megaphone-like shape of the vocal tract… low-frequency spectral changes, and tighter and/or increased vocal fold adduction."
    p. 7: "…shortening of the vocal tract due to a higher laryngeal position."
  5. [5] Perta et al. (2020)A pilot investigation of twang quality using MRI
    Este estudo piloto utiliza MRI para examinar a configuração do trato vocal de dois cantores produzindo twang. Demonstra que o twang envolve um ajuste fisiológico distinto da nasalidade, caracterizado por um estreitamento transversal da faringe e elevação da laringe.
    p. 1: "MRI revealed separate physiological adjustments for twang versus nasal qualities… Twang production involved transverse narrowing of the pharynx…"
    p. 4: "The velum was closed for all participants across all tokens, preventing nasal airflow."
    p. 5: "The larynx was slightly elevated during twang production in comparison to the neutral/speech condition."
  6. [6] Titze et al. (2003)Source and filter adjustments affecting the perception of the vocal qualities Twang and Yawn
    Este estudo utiliza síntese vocal para testar a percepção auditiva. Conclui que para um som ser percebido como "twangy", são necessários três ingredientes principais: uma faringe estreitada, um trato vocal encurtado e fechamento glótico prolongado (quociente de fechamento elevado).
    p. 147: "Narrowing the pharynx and shortening the vocal tract increased the perception of twang… Decreasing the open quotient also increased the perception of twang."
    p. 153: "A shortening of the vocal tract… increased the perception of twang."
  7. [7] Jelinger et al. (2024)Oropharyngeal and Aryepiglottic Narrowing for Twang: A Magnetic Resonance Imaging StudyPubMed
    Jessica Jelinger, Karen Perta, Jennifer Lee, Nicole Wiksten, Youkyung Bae. J Voice. 2024 Jul 3:S0892-1997(24)00192-9.

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